quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma história de amor: O Jardineir e a Fräulein

Menino, ele de longe olhava os pescadores nos seus barcos levados pelo vento. Pensava que o mar não tem fim. Pensava que os pescadores eram felizes porque não precisavam plantar peixes para colher depois. O mar era generoso: ele mesmo plantava os peixes que os pescadores só faziam colher com as suas redes. Tinha inveja dos pescadores. Ele era filho de agricultores. Tinha de plantar para colher. Diferente do mar, a terra tinha fim. Todos os pedaços de terra, os menores, os mais insignificantes, todos já estavam sendo cultivados. Os pescadores, se quisessem mais, bastava-lhes navegar mar a dentro. Mas os agricultores não podiam querer mais. A terra chegara ao fim. Quem quisesse mais terra para cultivar teria que sair da terra conhecida e ir em busca de outras terras, além do mar sem fim. Ele já ouvira os mais velhos falando sobre isso - um país do outro lado do mar - tão longe que lá era noite quando no seu país era dia - país de gente de rostos diferentes, de comida diferente, de língua diferente, de religião diferente, de costumes diferentes. Tudo era diferente. Menos uma coisa: a terra era a mesma e os seus segredos, eles os conheciam. E foi assim que chegou o dia em que ele, adolescente, seus irmãos e seus pais, entraram num navio que os levaria ao tal país - como era mesmo o seu nome? Buragiro... Era assim que eles, japoneses, conseguiam falar o nome Brasil... No Brasil, o jovem japonês conseguiu trabalho na casa de uma família de alemães. Família rica, casa de muitos criados e criadas. Ele não falava português nem alemão. Mas não importava. Seu trabalho era cuidar da horta e do jardim. E a língua da terra e das plantas ele conhecia muito bem. A prova disso estava nos arbustos artisticamente podados segundo a inspiração milenar das bonsais, nos canteiros explodindo em flores, nas hortaliças que cresciam viçosas. E foi assim que, na sua fiel e silenciosa competência de jardineiro e hortelão, ele passou a ser amado pelos seus patrões. Mas ninguém nem de longe suspeitava os sonhos que havia na alma do jardineiro. Quem não sabe pensa que jardineiro só sonha com terra, água e plantas. Mas os jardineiros têm também sonhos de amor. Jardins, sem amor, são belos e tristes. Mas quando o amor floresce o jardim fica perfumado e alegre. Pois esse era o segredo que morava na alma do jardineiro japonês: ele amava uma mulher, uma alemãzinha, serviçal também, todos a tratavam por Fräulein. Cabelos cor de cobre, como ele nunca havia visto no seu país, pele branca salpicada de pintas, olhos azuis, e um discreto sorriso na sua boca carnuda que se transformava em risada, quando longe dos patrões. Era ela que lhe trazia o prato de comida, sempre com aquele sorriso... E ele sonhava. Sonhava que suas mãos acariciavam seus cabelos e seu rosto. Sonhava que seus braços a abraçavam e os braços dela o abraçavam. Sonhava que sua boca e sua língua bebiam amor naquela boca carnuda... E a sua imaginação fazia aquilo que faz a imaginação dos apaixonados: se imaginava num ritual de amor, delicado como a cerimônia do chá, tirando a roupa da Fräulein e beijando a sua pele... A imaginação de um jardineiro japonês apaixonado é igual à imaginação de todos os apaixonados... Mas era apenas um sonho. Olhava para seu corpo atarracado, para sua roupa rude de jardineiro, para suas mãos sujas de terra, para seus dedos ásperos como pedras. A Fräulein pertencia a um outro mundo distante do seu mundo de jardineiro. Vez por outra ele lhe oferecia uma flor quando ela lhe trazia a comida. Ela sorria aquele sorriso lindo de criança, agradecia, e voltava saltitando para a casa, com a flor na mão. Mas havia aquelas ocasiões em que ela tomava a flor e a levava ao seu nariz sardento para sentir o perfume. As pétalas da flor então roçavam os seus lábios. E o seu corpo de jardineiro estremecia, imaginando que a sua boca estava tocando os lábios dela. Mas o seu amor nunca saiu da fantasia. Ninguém nunca soube. Os anos passaram. Ele ficou velho. A Fräulein também envelheceu. Mas o amor não diminuiu. Para ele, era como se os anos não tivessem passado. Ela continuava a ser a meninota sardenta. O amor não satisfeito ignora a passagem do tempo. É eterno. Chegou, finalmente, o momento inevitável: velho, ele não mais conseguia dar conta do seu trabalho. Seus patrões, que o amavam profundamente, pensaram que o melhor, talvez, fosse que ele passasse seus últimos anos num lar para japoneses idosos, uma grande área de 10 alqueires, bem cultivada, com pássaros, flores e um lago com carpas e tilápias. Ele concordou. Visitou o lar mas, por razões desconhecidas, não quis viver lá. Achou preferível viver com parentes, numa cidade do interior. Mas o fato é que os velhos são sempre uma perturbação na vida dos mais novos. São, na melhor das hipóteses, tolerados. E a sua velhice se encheu de tristeza. Um dia, movido pela saudade, resolveu visitar a casa onde passara toda a sua vida e onde vivia a Fräulein. Mas aí lhe contaram que ela fora internada num lar para idosos alemães. Estava muito doente. Foi então visitá-la. Encontrou-a numa cama, muito fraca, incapaz de andar. E então ele fez uma coisa louca que somente um apaixonado pode fazer: resolveu ficar com ela. Passou a dormir ao seu lado, no chão. Passou a cuidar dela como se cuida de uma criança. (Fico comovido pensando na sensibilidade dos diretores daquela casa que permitiram esse arranjo que não estava previsto nos regulamentos.) A Fräulein estava muito fraca. Não conseguia mastigar os alimentos. Não conseguia comer. Aconteceu, então, um ato inacreditável de amor que os que não estão apaixonados jamais compreenderão: o jardineiro passou a mastigar a comida que ele então colocava na boca da agora ‘sua’ Fräulein. Os dirigentes da casa, acho que movidos pelo amor, fizeram de conta que nada viam. Nunca ninguém viu, nunca ninguém me contou. Imaginei. Imaginei que quando estavam sozinhos, sem ninguém que os visse o jardineiro encostava seus lábios nos lábios da Fräulein, e assim lhe dava de comer... Assim o fazem os namorados apaixonados, lábios colados, brincando de passar a uva de uma boca para a outra... E assim, ao final da vida, o jardineiro Hiroshi Okumura beijou sua Fräulein como nunca imaginara beijar... O amor se realiza de formas inesperadas. Esta é uma história verdadeira. Aconteceu. Foi-me contada pela Tomiko, amiga que trabalha com idosos (aquela que me aconselhou a comprar um blazer vermelho). Ela conheceu pessoalmente o jardineiro. No meu sítio eu planto árvores para meus amigos que morrem. Pois vou plantar uma cerejeira e uma camélia vermelha, uma ao lado da outra: o Jardineiro japonês e a sua Fräulein... (Rubem Alves,Correio Popular, Caderno C, 07/01/2001)

O quarto do Mistério.

Passei boa parte de minha infância no sobradão do meu avô. Era um sobradão colonial, daqueles que se vêem nas fotos de Ouro Preto e São João dei Rei. A gente entrava por uma porta enorme. Nunca pude entender as razões para portas tão altas, tão largas, tão grossas, como se gigantes fossem os que moravam naquelas casas... A porta se abria para um longo e sombrio corredor, ao fim do qual havia uma escada de três lances. Terminada a escada os caminhos se bifurcavam. À frente, outro longo corredor, que conduzia para dentro do sobrado. Ao lado, a sala de visitas, lugar nobre da casa onde se entrava por uma porta envidraçada, de vidros coloridos azuis, vermelhos, amarelos e verdes, importados. Dentro era o teto esculpido, os frisos dourados, os candelabros, os consolos de mármore com vasos de cristal, estatuetas e bibelôs, os espelhos enormes, o piano Pleyel, os sofás e as cadeiras de palhinha, símbolos de nobreza e riqueza que eram exibidos aos visitantes. Portas com sacadas de ferro fundido se abriam para a praça com seu jardim de palmeiras, tipuanas e ipês. Dali se via passar não somente a banda, como também enterros e lúgubres procissões da Semana Santa. A sala de visitas era imperativa. O arranjo dos móveis não dava lugar a dúvidas. Os visitantes eram obrigados a se assentar nos lugares certos e a ver as coisas determinadas. Não havia ali lugar para imprevistos. Tudo estava em ordem. Cada coisa no seu lugar. O corredor levava para dentro da casa onde só eram admitidas pessoas íntimas. Uma ampla sala de jantar, com oito janelas envidraçadas se abrindo para o poente e uma outra janela solitária, que se abria para o sul. As janelas eram protegidas pela sombra de uma velha trepadeira que, à noite, se transformava em passarela de gambás. E havia os quartos enormes, em fila. Era preciso atravessar o primeiro para ir ao segundo, e pelo primeiro e o segundo se se desejava ir ao terceiro. As noites eram assombradas, regidas pelo carrilhão que batia, indiferente e sem pressa, os quartos de hora - informação inútil que só servia para tornar a insônia ainda mais torturante. Era um fascínio andar por aqueles quartos, salas, corredores, escadas. Mas o que me fascinava era um quarto proibido, trancado o tempo todo, onde ninguém entrava. Em outros tempos, quando a casa estivera cheia de filhos e de empregadas, todos os quartos eram quartos normais, simplesmente. Mas aconteceu o que sempre acontece: os filhos se casaram, os tempos de vacas magras chegaram, foram-se as empregadas, morreram os pais, só ficaram três filhas solteironas. Sem uso, aquele quarto foi transformado em depósito de coisas velhas, onde não entrava nem vassoura nem espanador, porque não era preciso. Era proibido entrar nele e a chave enorme ficava escondida. Eu compreendo a proibição. Para as tias o quartão era o lugar das coisas feias, da poeira que se acumulava, das teias de aranha. Menino não devia brincar num lugar como aquele. Mas para mim era o quartão do mistério. Se não houvesse mistério, a chave não ficaria escondida nem haveria a proibição de entrar. O quarto proibido é sempre aquele em que a gente quer entrar. A mulher do Barba Azul não se contentou com os 99 quartos e as 99 chaves: foi logo para o centésimo quarto com a centésima chave, o único quarto onde ela não tinha permissão para entrar. Assim somos nós, seres fascinados pelo mistério e pelo proibido. A razão para esse gosto eu não entendo, mas sei que é com ele que a alma humana é feita. Pois eu roubava a chave e, silenciosamente, entrava no quartão do mistério e me trancava lá dentro. Pelo silêncio as tias imaginavam que eu deveria estar longe, no jardim ou na rua. Mal sabiam... O quartão do mistério era um lugar encantado. Até mesmo aquilo que as tias consideravam horror ajudava a compor a cena: a poeira acumulada sobre os móveis, as teias de aranha, o cheiro de mofo - tudo dizia que ali o tempo havia parado. O que era confirmado por um enorme relógio redondo, dependurado na parede: ao contrário do carrilhão da varanda, que em Minas é aquela sala de jantar imensa, que tocava a cada quarto de hora, o relojão redondo estava parado desde sempre. Tudo era mágico. Os objetos emergiam de um mundo de sonhos. As duas cítaras, com incrustações de madrepérola: por quanto tempo teriam estado naquele limbo de silêncio? E as paletas de pintura? Estavam cobertas com tinta dura. Qual teria sido o último toque do pincel, antes da morte? A interrupção devia ter sido repentina, pois as bisnagas de tinta endurecida ainda estavam pela metade. Já não serviam para nada, mas ainda se podia sentir o seu perfume. Um gramofone, discos velhos, revistas maravilhosas, canastras que haviam cruzado o oceano, bolsas, óculos Trotzki, instrumentos de medicina que não mais se usavam, álbuns de retratos amarelados de homens de colarinho engomado e mulheres de anquinhas. Acho que meu fascínio pelo quarto do mistério se deveu ao fato de que, por dentro, eu sou como ele. Minha alma é um quarto onde os objetos mais estranhos estão colocados, um ao lado do outro, sem ordem, sem nenhuma intenção de fazer sentido. Por oposição à sala, onde cada objeto está colocado numa ordem precisa em relação aos outros, no quartão do mistério não há ordem, não há arranjo: cada objeto é um universo completo, não depende dos outros. E está explicada a razão para a minha profissão de psicanalista: é que cada pessoa, com sua sala de visitas limpa e ordenada, aberta à visitação geral, tem um fascinante quarto de mistério onde só se penetra roubando a chave. Minha profissão é roubar chaves... E até mandei gravar em madeira as palavras de um verso de Drummond: "Trouxeste a chave?" Alguns analistas há que pensam como as minhas tias: acham que o quarto proibido está cheio de coisas terríveis, restos de naufrágios, corpos esquartejados detritos, excrementos, fedores. E é isso que encontram, pois a gente só encontra o que está buscando. Mas, para mim, menino naquele lugar proibido, as coisas terríveis são apenas molduras para coisas encantadas, imobilizadas em sono, fora do tempo, como a Bela Adormecida, em meio ao pó, às teias de aranha, às heras e plantas selvagens, à espera de alguém que dará o beijo que quebrará o feitiço... Assim é esse quarto da minha casa. Nele cabe tudo: psicanálise, poesia, idéias em gestação. E poderei mesmo incluir coisas que outras pessoas me enviarem. Como o "Quarto do mistério" do sobrado do meu avô, não são todos que gostarão de ficar nele. Só os amigos... (Rubem Alves)

Mesmo q eu ame...

Eu amo você mais do que as canções podem dizer, mas eu não posso continuar correndo atrás do passado. John Mayer.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Porque eu te amo

Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros. Não me perturba assistir tua dor nem acompanhar teu gás. (Gabito Nunes)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

incertezas

"Te amo e te odeio. É como se eu tivesse vontade de te dar um tiro e entrar na frente pra te salvar"

Intensos...

'Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.' Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

As coisas não são tão difíceis assim...

"As vezes um charuto é somente um charuto." Sigmund Freud

Freud!!!!

"Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos" Sigmund Freud

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

????

E honestamente? Não sei mais qual é o meu estado emocional.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Eles não estão juntos.

Eles se amavam. Eles não sabiam. Ela era tímida. Ele orgulhoso. Ela tinha medo. Ele vergonha. Ela esperava uma resposta. Ele não sabia a pergunta. Ela chorava todas as noites. Ele pensava o dia inteiro nela. Ela amava seu sorriso. Ele amava sua risada. Ela tinha sonhos. Ele objetivos. Eles não estão juntos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

achei que seria a solução!!!

Passei um tempo longe de ti... não quiz saber de vc estava a fim de lavar a alma. achei que seria um bom remédio pra esquecer de ti... mas não foi assim, tudo me lembrava vc, cada bebida, cada música ou até pequenas frases. Pude perceber que a distancia não e solução pra melhorar a dor de ninguem muito menos a minha. a unica coisa que pude perceber e que não posso te esquecer!!!!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É o que estou tentando vivenciar.

Aiii, ando meio chateadinha... Várias coisas legais estão me acontecendo, mas as que não são legais, estão prevalecendo. Quando envolve saúde, família e coração, minha vida fica mesmo muito descompassada. Já sei que ando meio desligada, irritada, estressada, mas frágil, sentimental, ... Posso dizer que sou a contradição em pessoa, pois tanto quero como em segundos já não quero mais... O ruim de tudo isso é: querer tirar alguém do coração e não conseguir; querer resolver o problema do mundo e não ter condições para isso; querer chorar e ter que manter o sorriso; querer estar escondida entre os travesseiros e ter que estar fazendo social; querer um abraço mas ter só a saudade, ... Ah.. estou sofrendo, com o coração apertadinho mesmo, fazer o que?!! Ainda assim, sobrevivo! "Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:' Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?' É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver, não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir. Porque não estou fluindo." (Caio Fernando Abreu)

sábado, 18 de dezembro de 2010

eu não conseguisse dizer à você o que eu queria dizer...

"hoje mais do que nunca ,compreendo o que você dizia no pequeno bilhete que você me mandou. acho que a minha mania de brincar e deixar tudo para a ultima hora fez com que eu não conseguisse dizer à você o que eu queria dizer e não ter feito o que eu tambem queria fazer..." (coisas do meu passado)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Guardo você comigo em meu pensamento, em meu coração.

Guardo você comigo em meu pensamento, em meu coração. Mesmo que nada volte a ser como antes, pra sempre me lembrarei com um belo sorriso de tudo. Carregarei comigo cada lembrança boa, tratarei de esquecer as ruins ou usá-las pra não errar mais. Sempre terei o desejo de saber de você e ver você cada vez melhor. Espero que você não se esqueça tão breve de mim, porque não te esquecerei . Até porque cada pedaço de onde vou ou do que faço me lembra você.

(texto do Blog:enquanto eu respirar)

"Ela esperava que fosse um dia lindo e temia o pior, mas acreditava que muitos sorrisos viriam naquele encontro.. Quando ela o viu seu coração pulsou mais forte,esperava a tempos por aquele momento. Vê-lo daquela forma próximo, trouxe muitas lembranças dum tempo bom,Mas um medo dele não voltar. Senti-lo daquela forma tão perto mais tão longe foi difícil.Mas a certeza de que o sentimento estava ali de alguma forma trouxe esperança ao seu coração Foi um momento que ficou gravado mais que em uma fotografia...em um coração. A espera de uma solução. Que uma cada vez mais una nosso coração."